Marco Pigossi será mocinho na novela de João Emanuel Carneiro


No ar como Rafael na novela “Boogie oogie”, Marco Pigossi já tem acertado seu próximo trabalho na TV. O ator será o mocinho da história que João Emanuel Carneiro escreve para a faixa das 21h. A produção, que vai estrear em 2015, terá direção-geral de Amora Mautner.

José Loreto e Marco Pigossi 'brigam' por personagens de Boogie Oogie


Marco Pigossi e José Loreto "brigam" por Isis Valverde! Os atores, que vivem um triangulo amoroso na novela das 6,  tiveram um verdadeiro embate diante das câmeras do Vídeo Show, defendendo Rafael e Pedro, seus respectivos personagens em Boogie Oogie. Amigos, os atores se empolgaram e deram muitos motivos para que Sandra escolha o seu par.

Nos bastidores da novela, Marcela Monteiro foi conversar com os atores e saber mais sobre a briga na ficção. Os atores viraram verdadeiros advogados dos personagens. Confira os argumentos no vídeo!

Fonte: Gshow.

Marco Pigossi comenta momento de Rafael em Boogie Oogie


Para conferir o vídeo clique aqui.

Fonte: Vídeo Show.

Marco Pigossi vai a pré-estreia de filme

Famosos estiveram na noite desta terça-feira, 30, na sessão especial do longa ‘O fim de uma era’ durante o Festival do Rio. 



Fonte: EGO.

Marco Pigossi mostra fotos de viagem de moto


Mesmo com seis novelas em apenas cinco anos, Marco Pigossi teve tempo para tirar férias e realizar um sonho! O ator viajou pela América do Sul em companhia de seu pai. Mas esta não foi uma férias em família comum, os dois realizaram um sonho e fizeram toda a rota a bordo de motocicletas!

A sequência de trabalhos do ator começou em 2009 com Caras e Bocas, no ano seguinte ele já estava em Tititi. Pigossi, não teve tempo de parar e logo partiu para Fina Estampa e Gabriela. Antes de encarar Rafael em Boogie Oogie o ator viveu outro protagonista na novela Sangue Bom!
Foi justamente entre as duas últimas aparições que Pigossi subiu em sua moto e percorreu 18 mil quilometros em 30 dias. Confira as fotos da aventura em família no vídeo!
Para conferir o vídeo clique aqui.
Fonte: Gshow.

Marco Pigossi: 'Entre parafusos, livros, pneus e roteiros, sigo carregando um largo e incompreensível sorriso'


RIO - Acelera, troca de marcha, curva a 300 metros, outra a 500 metros, reduz a marcha, olha que vista, buraco, curva a cem metros, troca a marcha, que lugar lindo...
Uma estrada, você, a moto, e nada mais.

É mais ou menos isso que acontece quando se está em cima de uma moto. Aquelas horas ou minutos que passamos e temos a liberdade de não pensar. Não se tem tempo para autorreflexões, críticas, elogios, planos de um futuro perfeito, celular ou internet, e não podemos levar o stress junto, pois a bagagem é reduzida e em algum momento você vai perceber que ele ficou no caminho. O futuro é ali na frente e que assim seja para sua própria sobrevivência.

Refletindo sobre minha própria história e como tudo começou, arrisco ir um pouquinho além. Acredito ainda que a moto teve grande influência na escolha da minha profissão. Ator. Explico: depois de um hobby como este, que outra profissão eu poderia escolher!? Que outra profissão existe que é uma eterna aventura, que não se repete nunca, que não é feita por obrigação mas por simples prazer e amor, que se brinca o tempo todo, que assim como a moto usa de meios alternativos, caminhos diferentes e inexplorados para se chegar a algum lugar, que é instigante e caótica ao mesmo tempo, inconstante e firme, bela e vulgar, perigosa e inofensiva?

Se aventurar na vida artística através de Rilke é como fazer aulas de direção. Você pode até fazer depois de velho, mas é quando jovem que tudo irá fazer mais sentido e você terá mais tempo de entender que nem sempre o jovem poeta está errado e que algumas coisas, diferente do que seu professor de direção ensinou, são mais práticas. Passeamos por Grotowsky, Stanislavski e Meyerhold entendendo que eles são fundamentais, assim como aquela moto enorme que tínhamos no pôster na parede do quarto quando crianças, mas às vezes percebemos que o verdureiro ou o padeiro do seu bairro podem ser mais valiosos para a construção de um personagem. Do mesmo jeito que uma pequena scooter pode se sair melhor num trânsito caótico de cidade grande. Buscamos Euclides da Cunha e o Grande Guimarães e seus sertões para se chegar a algo que se aproxime de um Chicó de Ariano Suassuna, não pegamos o caminho mais fácil e óbvio. Enlouquecemos no processo de ensaios e na criação. Mergulhamos, arriscamos estradas que não conhecemos e não sabemos aonde ela nos levará, não importa! O caminho é sempre mais gostoso que chegar. Chegar é o fim, e você não quer que acabe.
Entre motociclistas, independente da moto que tenha ou para onde vai, se usa couro ou poliéster, há uma solidariedade, ou mais, uma relação de fraternidade. Quando se cruzam em estradas, se cumprimentam, se ajudam e trocam dicas e informações. São as mais variadas tribos, e temos a impressão de que todos em algum momento de suas vidas cruzaram com Nelson Rodrigues, e eliminaram todo e qualquer tipo de preconceito, aceitando a vida como ela é.

E no meio desse caos em que vivemos, continuo sabendo que tenho não exatamente aonde ir, mas por onde ir. Entre parafusos, livros, pneus e roteiros, sigo carregando um largo e incompreensível sorriso no rosto, por ter escolhido a moto e o teatro como estilo de vida.

Marco Pigossi é protagonista da novela "Boogie Oogie" e o colunista convidado deste domingo da Revista GLOBO

Fonte: O Globo.